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Fazer justiça: Moralismo progressista e punitivismo na luta contra o sexismo
Coles
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Fazer justiça: Moralismo progressista e punitivismo na luta contra o sexismo in Brampton, ON
By None
Current price: $12.99

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Size: Kobo eBook
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Em Fazer justiça, Elsa Deck Marsault parte das lutas contra as violências sexistas para propor uma reflexão que alcança toda a sociedade. A autora examina como o desejo legítimo de responsabilização pode ser capturado por práticas de punição, mesmo dentro de movimentos progressistas, e defende que romper com essa lógica exige reinventar o próprio sentido de justiça. Inspirada em perspectivas abolicionistas e comunitárias, Marsault formula uma ética transformadora, fundada no cuidado, na escuta e na reconstrução dos vínculos sociais — um horizonte de justiça que substitui o castigo pela transformação e a exclusão pela responsabilidade compartilhada. Essa proposta se constrói a partir de uma investigação íntima e política sobre os conflitos dentro de espaços militantes, onde a autora identifica os efeitos do chamado "moralismo progressista" e analisa casos concretos de cancelamentos, assédios coletivos e exclusões. A partir dessas experiências, Marsault revela como até as lutas mais emancipatórias podem reproduzir a lógica penal que pretendem abolir. Com base em práticas reais de mediação, cuidado e justiça intracomunitária, ela propõe caminhos para lidar com a violência sem recorrer à punição, mostrando que a justiça transformadora é, antes de tudo, uma aposta radical na vida em comum.
Em Fazer justiça, Elsa Deck Marsault parte das lutas contra as violências sexistas para propor uma reflexão que alcança toda a sociedade. A autora examina como o desejo legítimo de responsabilização pode ser capturado por práticas de punição, mesmo dentro de movimentos progressistas, e defende que romper com essa lógica exige reinventar o próprio sentido de justiça. Inspirada em perspectivas abolicionistas e comunitárias, Marsault formula uma ética transformadora, fundada no cuidado, na escuta e na reconstrução dos vínculos sociais — um horizonte de justiça que substitui o castigo pela transformação e a exclusão pela responsabilidade compartilhada. Essa proposta se constrói a partir de uma investigação íntima e política sobre os conflitos dentro de espaços militantes, onde a autora identifica os efeitos do chamado "moralismo progressista" e analisa casos concretos de cancelamentos, assédios coletivos e exclusões. A partir dessas experiências, Marsault revela como até as lutas mais emancipatórias podem reproduzir a lógica penal que pretendem abolir. Com base em práticas reais de mediação, cuidado e justiça intracomunitária, ela propõe caminhos para lidar com a violência sem recorrer à punição, mostrando que a justiça transformadora é, antes de tudo, uma aposta radical na vida em comum.





















