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Adolescências em tempos de guerra: modos de pensar, modos de operar

Adolescências em tempos de guerra: modos de pensar, modos de operar in Brampton, ON

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O livro trança com o leitor realocações do discurso sobre a psicanálise no campo político e sobre o adolescente em conflito com a lei. Propõe revisões conceituais e apresenta fundamentos metodológicos para a prática nas instituições. Testemunha o valor vivo do saber adolescente e não se intimida em tomar posição sobre a responsabilidade de um psicanalista com seu tempo. Toma subjetividade e política como dois lados de uma faixa que, torcida, cria uma continuidade não linear entre ambos, cujo corte os afeta. Verifica a pluralização de referências simbólicas que deixa o adolescente infrator diante de múltiplos modos de viver e diante de um curto-circuito entre a infância e a adultez. O genocídio desse jovem, no Brasil, revela um sistema no qual o estado de exceção é a regra e eles se tornam matáveis, atualizando sua condição de "homo sacer". Assim como os neuróticos de guerra atualizam no corpo, sob a forma de angústia, o real da cena da guerra, parece-nos que os jovens, em situação de guerrilha urbana, consentem em oferecer seus corpos para sustentar uma verdade histórica capitalista: a de que são supérfluos. Fora do circuito simbólico que engendra a transmissão de um lugar no mundo, invertem o valor social dos dispositivos simbólicos de regulação da vida. Marcam sua presença na cena da cidade pelo tripé revolta-vingança-morte, numa relação de descrença com a lei jurídica. Com isso, as intervenções com eles operam sob um fundo de suspeita, instalando a função do Sujeito Suposto Suspeito, de onde pode advir a suposição de saber. Daí a necessidade de ampliar a clínica, introduzindo três tempos: o do reconhecimento do sintoma, o do deslocamento de sua resposta e o do reenlace com o Outro. Buscamos articular o nome do gozo vivo de cada adolescente com os nomes do “em comum” entre os homens.
O livro trança com o leitor realocações do discurso sobre a psicanálise no campo político e sobre o adolescente em conflito com a lei. Propõe revisões conceituais e apresenta fundamentos metodológicos para a prática nas instituições. Testemunha o valor vivo do saber adolescente e não se intimida em tomar posição sobre a responsabilidade de um psicanalista com seu tempo. Toma subjetividade e política como dois lados de uma faixa que, torcida, cria uma continuidade não linear entre ambos, cujo corte os afeta. Verifica a pluralização de referências simbólicas que deixa o adolescente infrator diante de múltiplos modos de viver e diante de um curto-circuito entre a infância e a adultez. O genocídio desse jovem, no Brasil, revela um sistema no qual o estado de exceção é a regra e eles se tornam matáveis, atualizando sua condição de "homo sacer". Assim como os neuróticos de guerra atualizam no corpo, sob a forma de angústia, o real da cena da guerra, parece-nos que os jovens, em situação de guerrilha urbana, consentem em oferecer seus corpos para sustentar uma verdade histórica capitalista: a de que são supérfluos. Fora do circuito simbólico que engendra a transmissão de um lugar no mundo, invertem o valor social dos dispositivos simbólicos de regulação da vida. Marcam sua presença na cena da cidade pelo tripé revolta-vingança-morte, numa relação de descrença com a lei jurídica. Com isso, as intervenções com eles operam sob um fundo de suspeita, instalando a função do Sujeito Suposto Suspeito, de onde pode advir a suposição de saber. Daí a necessidade de ampliar a clínica, introduzindo três tempos: o do reconhecimento do sintoma, o do deslocamento de sua resposta e o do reenlace com o Outro. Buscamos articular o nome do gozo vivo de cada adolescente com os nomes do “em comum” entre os homens.

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