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A Chave da Maldade: Sagas de Anant - Livro I
Coles
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A Chave da Maldade: Sagas de Anant - Livro I in Brampton, ON
By None
Current price: $8.99

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Size: Kobo eBook
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O que você faria se a aventura entrasse pela porta, trazendo consigo um artefato místico, te obrigando a levá-lo para um lugar sagrado em uma terra distante? Embarcaria nessa missão sem pensar nas consequências? O dinheiro é o argumento definitivo para qualquer pirata que se preze, mas será que esse pagamento estaria à altura dessa jornada? O que um mago poderia querer com uma figura tão controversa quanto um pirata? Por que pediria para alguém assim realizar uma tarefa tão mundana? Que perigos ocultos aguardam o capitão e a sua tripulação nessa demanda? Suba a bordo do Desbravador Púrpura e descubra os segredos mais sombrios envolvendo a própria origem deste mundo fantástico, onde lendas e deuses caminham entre os mortais sem o menor pudor. E lá estava o capitão Drake, tomando um bom trago de rum e fumando o seu cachimbo de costume em uma das suas tavernas favoritas, quando o estranho encapuzado entrou pela porta da frente. Por todo o salão, as palavras "mago" e "feiticeiro" surgiam, em meio a burburinhos, enquanto doses de bebidas eram entornadas às pressas, chapéus eram vestidos e despedidas breves eram entoadas rumo à porta. Enquanto isso, com o pesado capuz do manto escuro a lhe cobrir a feição, o sujeito aproximou-se e se postou diante do pirata. Estava lá o chapéu de capitão, de borda dourada em feltro negro, sobre cabelos longos e castanhos, que se esparramavam caoticamente sobre a casaca branca de abotoaduras de ouro. Anéis em todos os dedos; o coldre trançado em couro trazia a cartucheira repleta de balas, duas pistolas de cano longo e um sabre apoiado no quadril. Calças amarronzadas e largas chegavam até as canelas, cobertas pelas botas de couro macio, de bordas dobradas. Somados os odores do mar, do álcool e do tabaco, as faces morenas queimadas do sol e o olhar desafiador e irrequieto, o capitão era um homem simples e amigável e estava cercado pelos homens de sua tripulação. Mas Edward Drake tinha uma peculiaridade notável: ele perdia a calma toda vez que alguém insinuava que ele era um pirata. Não que isso não fosse verdade, mas ele preferia o título de "caçador de tesouros". O lobo do mar mediu o sujeito de cima a baixo, com o seu olhar desconfiado, torcendo o nariz e fazendo cara feia, bradando em um tom rude ao tirar o cachimbo da boca: — E então, você, quem quer que seja, veio aqui para beber ou para admirar a minha beleza? — satirizou Drake, provocando uma onda de gargalhadas ébrias entre os marinheiros. Por baixo do capuz, um sorriso sombrio e olhos maliciosos encararam o pirata e o seu futuro em meio à escuridão.
O que você faria se a aventura entrasse pela porta, trazendo consigo um artefato místico, te obrigando a levá-lo para um lugar sagrado em uma terra distante? Embarcaria nessa missão sem pensar nas consequências? O dinheiro é o argumento definitivo para qualquer pirata que se preze, mas será que esse pagamento estaria à altura dessa jornada? O que um mago poderia querer com uma figura tão controversa quanto um pirata? Por que pediria para alguém assim realizar uma tarefa tão mundana? Que perigos ocultos aguardam o capitão e a sua tripulação nessa demanda? Suba a bordo do Desbravador Púrpura e descubra os segredos mais sombrios envolvendo a própria origem deste mundo fantástico, onde lendas e deuses caminham entre os mortais sem o menor pudor. E lá estava o capitão Drake, tomando um bom trago de rum e fumando o seu cachimbo de costume em uma das suas tavernas favoritas, quando o estranho encapuzado entrou pela porta da frente. Por todo o salão, as palavras "mago" e "feiticeiro" surgiam, em meio a burburinhos, enquanto doses de bebidas eram entornadas às pressas, chapéus eram vestidos e despedidas breves eram entoadas rumo à porta. Enquanto isso, com o pesado capuz do manto escuro a lhe cobrir a feição, o sujeito aproximou-se e se postou diante do pirata. Estava lá o chapéu de capitão, de borda dourada em feltro negro, sobre cabelos longos e castanhos, que se esparramavam caoticamente sobre a casaca branca de abotoaduras de ouro. Anéis em todos os dedos; o coldre trançado em couro trazia a cartucheira repleta de balas, duas pistolas de cano longo e um sabre apoiado no quadril. Calças amarronzadas e largas chegavam até as canelas, cobertas pelas botas de couro macio, de bordas dobradas. Somados os odores do mar, do álcool e do tabaco, as faces morenas queimadas do sol e o olhar desafiador e irrequieto, o capitão era um homem simples e amigável e estava cercado pelos homens de sua tripulação. Mas Edward Drake tinha uma peculiaridade notável: ele perdia a calma toda vez que alguém insinuava que ele era um pirata. Não que isso não fosse verdade, mas ele preferia o título de "caçador de tesouros". O lobo do mar mediu o sujeito de cima a baixo, com o seu olhar desconfiado, torcendo o nariz e fazendo cara feia, bradando em um tom rude ao tirar o cachimbo da boca: — E então, você, quem quer que seja, veio aqui para beber ou para admirar a minha beleza? — satirizou Drake, provocando uma onda de gargalhadas ébrias entre os marinheiros. Por baixo do capuz, um sorriso sombrio e olhos maliciosos encararam o pirata e o seu futuro em meio à escuridão.





















